Que doa agora; e que amanhã cedo renasça

Depois de algum tempo é até aceitável a falta e sua ausência. Verdadeiramente tudo se movimenta conforme eu nunca imaginei um dia amanhecer. Infelizmente houve de acontecer um ato precipitado através do meu manifesto. E tenho de suportar os reflexos desse ato. É como insistir em extrair alegria de acontecimentos de tristeza e desafeto. Por outro lado, chego à conclusão de que a pior coisa na vida é não permitir refletir as horas inevitáveis em minha existência. Que tudo e qualquer sentimento têm que passar aqui, por este coração, por mais que me deixem doer e adoecer. Que façam efeito em mim, ser humano extremamente dependente do tempo que me toma.  Com certeza ele tomará conta das mudanças; e por mais que me doa, prefiro evitar o prazer imediato para mais tarde não ter de conviver como hóspede eterno do meu âmago essa dor descomunal. Que doa hoje para mais tarde, poder ver apenas algo como uma cicatriz. E que viva, de preferência, com um rosto muito alegre.

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Filed under Oceanos Literários

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